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Endependência

endependencia.jpg (33919 bytes)Depois de uma bem sucedida temporada no Teatro das Artes, onde foi assistida por mais de 3 mil pessoas, a peça Endependência reestreou no Teatro Faculdade da Cidade (antigo Teatro Delfim), na Rua Humaitá 275, telefone 536-5070. Será apresentada sempre às terças e quartas, às 21 horas, até o final de junho. Serão realizadas sessões especiais com preços promocionais para as escolas. Os interessados devem ligar para (021) 265-7285, e falar com Hermano Taruma ou (021) 556-0906, falar com João Brandão. Estão previstas excursões para outras cidades do país.

A peça retrata as "desventuras" de 5 jovens que saem de casa pela primeira vez e vão morar juntos. O apartamento é de Clara (Fernanda Maia), que se vê obrigada a alugar os quartos como única forma de sobrevivência após a morte do pai. Ela coloca um anúncio na faculdade em que estuda. Seus novos inquilinos são Maria da Penha (Magda Gomes), atriz iniciante que troca de nome a todo momento tentando achar uma identidade artística. Oso (Ricardo Conti), jovem gay ao estilo clubber, que tem vergonha de ter nascido no Méier e sonha ir para Nova York. Salvador (Leandro Hassum), filho de fazendeiro do interior de Minas é a favor da reforma agrária para revolta de seu pai. Gabriel (Mário Frias), um garoto de programa sedutor e mau caráter.

endependencia_2.jpg (26343 bytes)Como se não bastassem as diferenças pessoais, eles se vêem em apuros quando recebem a cobrança de uma dívida do apartamento: Clara tem que pagar 5 mil reais em um mês ou fica sem o imóvel. O medo de perder o local onde moram faz com que os 5 jovens acabem por descobrir valores essenciais como a amizade e a união. Eles ainda se deparam com o inimigo morando em casa: Gabriel cria mais problemas do que ajuda seus companheiros. Através de um humor mordaz, são mostradas suas angústias e suas soluções inusitadas para o terrível problema. É feito um retrato da atual geração de jovens que se deparam com um mercado de trabalho extremamente competitivo e desigual. Eles vêem seus ideais se dissiparem por serem obrigados a correr atrás de dinheiro para, ao menos, sobreviverem. Se conscientizam e se revoltam com o que eles chamam de "a lei do lucro".

Apesar da correria para a solução do problema, eles ainda conseguem tempo para viverem os amores e diversões típicos dos jovens de hoje.